Deputado Estadual Heitor Schuch - PSB RS

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Apagões no RS até quando?

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Um tema vem afetando e perturbando a vida de milhares de gaúchos nos últimos tempos: as sistemáticas quedas de energia elétrica e seus prejuízos incalculáveis para o Estado, tanto no meio rural quanto no urbano. O Rio Grande do Sul não pode viver de apagões, e não me venham com a desculpa de que houve aumento excessivo de consumo por causa do calor.  Ora, neste ano vamos retomar o crescimento econômico, fala-se num percentual mínimo de 5%, que deve ser mantido nos próximos anos.  E crescimento da economia está diretamente ligado a aumento no consumo de energia elétrica, uma das principais matérias-primas das indústrias.  Então, como será? Não podemos deixar que essa questão vire um caos!
E vou além: a desculpa de chuva e ventos também é furada.  Tenho viajado muito pelo Estado e o que se vê é uma enorme gama de postes podres.  A situação chega a dar margem para brincadeiras no Interior: “Antigamente se usavam os postes para segurar os fios, hoje é o contrário, são os fios que seguram postes.” Em boa parte do meio rural a situação é ainda mais grave. Além da falta de energia elétrica que tem provocado a morte de milhares de aves, perda da produção de leite e de fumo, existe o problema da qualidade da energia fornecida.  Uma das grandes reclamações é que a luz é fraca, ou seja, não tem potência suficiente para tocar os equipamentos.  A fiação é a mesma de 20 anos atrás, quanto existiam no máximo na propriedade quatro bicos de luz e os mais afortunados possuíam uma geladeira. Chuveiro elétrico, nem pensar.  Esta situação mudou radicalmente, o trabalho rural se modernizou, dezenas de equipamentos elétricos foram agregados.
Não podemos continuar convivendo com isso, porque a maior parte dos problemas que estão ocorrendo agora poderia ter sido evitada com a simples manutenção e modernização das redes. E estamos pagando para esse fim. Na conta de energia elétrica que recebemos em casa há um valor na composição da tarifa destinado à transmissão de energia, que deveria ser aplicado na manutenção e modernização das redes. Agora fico em dúvida: onde este dinheiro está sendo investido? Que tipo de manutenção é feita? Quais os programas de modernização de redes?  Ou vamos continuar assistindo passivos a este desmonte, para num futuro próximo o Estado ter que reassumir essa atividade com um custo altíssimo para a sociedade?  Até porque a energia elétrica, assim como a telefonia e as telecomunicações, é concessão governamental.
Por isso, atendendo solicitação dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, tomei a iniciativa de propor na Assembléia Legislativa a criação de uma Comissão Externa a fim de trabalhar essa questão, centrada em três eixos: primeiro, verificar se as concessionárias de energia elétrica estão fazendo os investimentos na transmissão de energia;  segundo, esclarecer a população sobre os direitos que lhe são assegurados quando ocorrem cortes de energia e em terceiro lugar o problema da qualidade da energia elétrica que chega no Interior.
O Rio Grande é muito grande para ser prejudicado pela falta de um insumo básico.  É melhor agir preventivamente do que depois ficar chorando o leite derramado.

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