Muito mais do que uma etapa de passagem da vida, a juventude é decisiva no processo de realização da nossa missão, enquanto Partido Socialista Brasileiro, de transformar nossa sociedade capitalista concentradora de capital em uma sociedade com justiça social e oportunidades para todos.
No mundo, 50% da população têm menos de 25 anos e 85% vivem em países do terceiro mundo e em sua grande maioria submetidos a condições de pobreza, sendo alijados dos mais elementares direitos, como o da formação e educação, que se constituem nos principais elementos de libertação.
No Brasil, são 51 milhões de pessoas entre 10 e 24 anos, representando 30% da população. Proporcionar condições para o engajamento social e econômico desta parcela da população deveria ser um dos principais desafios de todos os dirigentes e lideranças, em qualquer esfera, especialmente de quem exerce mandatos políticos. Porque dando oportunidade a esta geração estaremos a médio e longo prazo transformando a sociedade como um todo.
Esse é um dos diferenciais do PSB, que nos seus mandatos na Assembléia Legislativa vem priorizando o trabalho com a juventude.
O primeiro projeto de lei apresentado por mim quando assumi como parlamentar, em meu primeiro mandato, foi direcionado para os jovens do campo, proposta que se transformou na lei que criou o Programa Primeiro Crédito para a Juventude Rural. Iniciativa que serviu de inspiração para o governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário, criar um conjunto de políticas voltadas à categoria, como o Programa Minha Primeira Terra que já beneficiou mais de 10 mil jovens. Esses programas fornecem financiamento a longo prazo para os filhos de agricultores adquirirem terra e instrumentos de trabalho, a fim de continuarem a sua atividade.
Mas nem sempre foi assim. No meio rural muito pouco se discutia sobre juventude, Na minha passagem na presidência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS) fortalecemos as comissões regionais e estadual de jovens, que passaram a realizar grandes congressos e encontros. Em 2009, a juventude promoveu seu quarto congresso estadual trabalhando dois eixos centrais: a sucessão rural, que envolve todo um trabalho de conscientização e organização das famílias para que o jovem passe a participar das discussões e do planejamento da atividade e, mais tarde, assuma a gestão plena da propriedade, e a garantia de trabalho e renda.
Falo na agricultura, em especial da agricultura familiar, porque historicamente foi relegada a segundo plano, só passando a ser reconhecida como tal a partir de 1995, e também pela importância que tem, produzindo 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
Mas o engajamento da juventude, seja rural ou urbana, é o grande desafio. Temos que criar os espaços, as condições e as oportunidades. Estimular, incentivar e conscientizar. Mas a decisão final é pessoal e cabe a cada um, seja jovem ou não. Podemos ficar na inatividade e nada produzir, ou podemos nos engajar e vencer os obstáculos que travam a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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