Nas grandes catástrofes é possível avaliar o que as pessoas têm de melhor e de pior. Ficamos estarrecidos ao assistir cenas de saques, roubos, violência, estupros, incêndios criminosos, entre outras barbaridades ocorridas após o terremoto que destruiu boa parte do Haiti. Cenas semelhantes se repetem agora após o terremoto que abalou o Chile, com uma população culturalmente, pelo menos em teoria, mais avançada do que a haitiana.
Por outro lado centenas, senão milhares, de pessoas fazem todo tipo de sacrifício para resgatar e auxiliar o maior número possível de vítimas atingidas pela fúria da natureza. Quem não pode auxiliar pessoalmente vasculha seus guarda-roupas, junta comida, colchões e tudo o mais que puder ser útil e remete aos atingidos pelas catástrofes.
Mas é impressionante como alguns se aproveitam dessas fatalidades para justificar suas práticas. Nós brasileiros, por exemplo, que não fomos atingidos por nenhum destes fenômenos, estamos pagando a conta. Foi no mínimo esfarrapada a desculpa que representantes do setor supermercadista utilizaram para aumentar o preço do leite ao consumidor em 7%: as doações de leite em pó que o governo do Brasil fez para as vitimas no Haiti.
Isso é no mínimo brincar com a inteligência da população, que nas últimas semanas vem sentindo um forte impacto no bolso com a elevação do valor da grande maioria dos alimentos. Reajustes estes que os consumidores pagam e muito pouco está sendo repassado aos agricultores.
Mesmo frente a tudo o que ocorre não podemos desacreditar, pelo contrário, somente com muito trabalho centrado em nas boas ações, no otimismo e no pensamento positivo conseguiremos, aos poucos, continuar mudando o mundo para melhor, porque o que conta mesmo é sempre o melhor das pessoas. Afinal, é esta energia positiva que move o mundo. E cada um tem sua responsabilidade nesta tarefa.
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